Amy Lee fala de “The Open Door” para Kerrang!

Kerrang-TOD-2016

TODOS VOCÊS sabem a história do álbum de estreia do Evanescence, Fallen, lançado em 2003. Como uma banda de lugar algum – também conhecido como Little Rock, Arkansas – conquistou o mundo com grandes sucessos como Bring Me to Life e Going Under, todos guiados pela vocalista prodigiosamente dotada Amy Lee. De um dia para o outro, o Evanescence se tornou um grande negócio, vendendo 17 milhões de álbuns. O que aconteceu depois foi, para dizer o mínimo, interessante. Nos bastidores, uma luta por controle criativo resultou na saída do guitarrista Ben Moody e baixista Will Boyd e, além disso, Amy também enfrentou uma separação pública com seu namorado, Shaun Morgan do Seether. O resultado de tudo isso? The Open Door, um álbum que viu Amy Lee assumir o controle da banda. Não nos deixemos enganar, Fallen fez Evanescence um nome conhecido, mas o fato de a banda ainda estar ativa tem a ver com seu segundo álbum. E como é seu aniversário de 10 anos, e com a banda de novo em turnê prestes a lançar um vinil de seis discos, Evanescence The Ultimate Collection, sentamo-nos com Amy Lee para falar como esse álbum foi importante…

DADO O FATO DE TODO O DRAMA DOS BASTIDORES, “THE OPEN DOOR” DEVE TER SIDO UM ÁLBUM DIFÍCIL DE FAZER?

Vou ser honesta, foi o momento mais libertador que já tive. Foi minha verdadeira independência. Quando trabalhávamos no Fallen, havia muita agitação na banda que tornou tudo muito difícil – mais difícil que pensei que seria. Havia muita luta no interior que não estava sendo mostrado no exterior. Quando era hora de fazer o segundo álbum, foi minha chance de realmente assumir o controle da minha banda e dizer, ‘Eu sou assim – assim é como vou fazer isso’. Não que não tenha tido lutas – teve – mas desta vez eu tive a habilidade de guiar as coisas.

O GRANDE SUCESSO DE “FALLEN” TE ABATEU?

Não, eu vi aquilo como um grande presente. Eu amei criar o The Open Door e não inclinar para o pressão de malhar o ferro enquanto está quente ou apressar e lançar algo enquanto tínhamos um single de sucesso na rádio. Eu comprei uma casa em uma colina, meio que longe de tudo. Nos fechamos lá, nos desligamos do mundo e fizemos algo de que temos muito orgulho. Eu sempre vou fazer dessa maneira, sempre vou levar o tempo que levar para encontrar verdadeira inspiração para criar algo.

CONSIDERANDO QUE O PRIMEIRO SINGLE, “CALL ME WHEN YOU’RE SOBER”, ABORDOU SEU TÉRMINO COM SHAUN, O MUNDO ACHOU QUE ERA UM ÁLBUM SOBRE TÉRMINO DE RELACIONAMENTO. O QUE ELE ERA PARA VOCÊ?

O que mais me lembro do The Open Door – o que realmente vive no meu coração – foi um álbum de término de relacionamento que era mais do que um cara num relacionamento. Era uma separação com um monte de coisas e de pessoas. Além de ser sobre isso para mim – sobre um relacionamento – eu me ouço cantando pela liberdade e me impondo em vez de ser um garotinha triste sentada na esquina, chorando sobre como a vida é difícil, pois é isso que você pode ouvir um pouco no Fallen. Sou eu me impondo e assumindo o controle.

“THE OPEN DOOR” IMPULSIONOU O EVANESCENCE MUSICALMENTE. O QUE VOCÊ ACHA QUE TERIA ACONTECIDO SE VOCÊS TIVESSEM FEITO UM FALLEN 2 NO LUGAR?

Eu teria sido uma pessoa triste. Eu precisava de algo diferente, precisava sair e experimentar coisas novas. O que fez o Fallen especial foi o fato de que era tudo novo para nós e veio de um lugar verdadeiramente inspirador. Fallen não aconteceu porque tentávamos imitar algo que já aconteceu. Então por que tentar imitar isso da próxima vez? Você tem de continuar reinventando.

Scan retirado de EvThreads.

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