Aftermath

Aftermath é o primeiro álbum solo de Amy Lee, em parceria com o violoncelista Dave Eggar. O projeto também é a trilha sonora do filme independente “War Story”, do diretor Mark Jackson, lançado em 2014.

“Vai ser uma surpresa para meus fãs. Não é algo que você esperaria; o filme é muito obscuro e introspectivo. Não há muitas falas, o que foi ótimo, porque o faz uma plataforma linda e triste para a música. Há bastante mistura de sons, sons sinistros. Eu trabalhei com muito teclado e pedal Taurus”. – Amy Lee

Gravação

O processo de gravação durou um ano, de 2013 a 2014. Boa parte das gravações se deu no estúdio caseiro de Amy Lee. Em entrevista, Dave Eggar declarou que o processo foi “muito divertido” e que mudaram muitas coisas ao longo do processo. Ele também declarou que boa parte da música presente em “Aftermath” foi inspirada no filme, porém não está presente no longa. No entanto, queriam que o ouvinte pudesse participar de “sua jornada”.

Em entrevista à MTV News, Lee declarou que a criação da trilha foi libertador:

“Esse processo todo foi bem diferente e libertador. Trabalhar com a minha banda sempre foi algo importante, sempre tinha muita pressão, muita luta e expectativas. Essa pressão pode ser boa quando se está trabalhando num grande projeto, mas esse foi diferente… não se trata somente da música, se trata de uma coisa: um grande grupo de pessoas fazendo coisas diferentes para criar uma grande obra de arte. Não tinha a ver com produção, singles e muito menos sucesso mundial, tem a ver com a integridade da obra de arte que estamos criando, e é óbvio que não tem dinheiro envolvido nisso, é indie, algo de baixo orçamento, e eu adoro isso”.

Músicas

Apesar de a maioria das músicas ser instrumental, o álbum traz três músicas com vocais. Diferente do som que Amy costuma fazer com o Evanescence, “Push the Button” foi feita especialmente para uma cena em que o diretor Mark não conseguia achar a música certa para a cena certa. Para tanto, Lee se dispôs a ajudá-lo a criar uma música com uma “sonoridade diferente”. “Foi muito diferente para mim, é eletrônica; eu fiz sozinha, o que foi uma loucura, porque estou acostumada a compor e mixar demos na minha casa, mas ser responsável por aquele ser o produto final foi desafiador para mim. Tipo, ‘é isso aí, estou mixando isso’”, declarou em entrevista.

Com influências de world music e música do Oriente Médio, “Dark Water” contém a participação especial da cantora marroquina Malika Zarra. Quando perguntada sobre a colaboração, Lee declarou:

“Eu não canto em árabe. Precisavam de uma música com pegada de world music, mas no final não foi usada no filme. Eu, Dave e Chuck, que fez a percussão, produzimos a música. Enfim, ele fez um loop de bateria que toca em toda a música, e um cara que tocou oud, que é como um alaúde ou bandolim antigo. E Dave, que era o líder da coisa toda, falou, ‘Temos essa cantora Malika Zarra, ela é muito bacana, e eu vou ao outro cômodo e você tira algo legal dela’. Então, eu estava com ela e disse-lhe, ‘Escrevi a letra em inglês e sei que você fala árabe. Você pode usar a letra como base, entrar lá na cabine e mudar a ordem’. Ela entrou lá, tem uma linda voz e cantou por cerca de 20 minutos. Fizemos isso duas vezes, e eu a treinei em algumas partes para obter mais material. Depois levei pra casa e deixei ganhar vida em meu estúdio. Eu nunca mais a vi, mas à medida que eu escutava a voz dela, eu escutava esses momentos maravilhosos. Eu recortava os vocais e os acrescentava na faixa. Era como apanhar cerejas. Provavelmente não fazia nenhum sentido, poderia ser como Sigur Rós. Contudo, trabalhar com um artista numa capacidade como essa foi ótimo”.

Tomada como favorita de Lee, “Lockdown” é o tema mais impactante da trilha e também sinônimo de liberdade.

“É definitivamente uma das minhas favoritas porque aconteceu do jeito que eu queria. Começou com um loop, me senti na vibe e comecei a trabalhar nela sozinha em meu estúdio. Não que tenha sido um processo diferente, pois é assim que muitas das músicas do Evanescence são feitas. Geralmente, temos uma demo e a mudamos completamente no estúdio. Sinto que estou criando algo assim no estúdio, mudamos a música, obtemos um grande produtor, tudo vai bem e isso é demais. Mesmo assim, me pego ouvindo a demo, porque há algo de especial nela. É legal ser capaz de ter esse pensamento puro. Eu amo ‘Lockdown’ porque ela tem muita liberdade e não está presa na estrutura de ‘verso, refrão, verso, refrão’. Sinto que tem um verdadeiro afastamento do resto da música. De surpresa, pega uma curva à esquerda e adoro quando isso acontece. Eu amo escutá-la porque se tem duas músicas em uma”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s